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Archive for August, 2011

Um dos maiores obstáculos à expansão total de um Ser é a somatória dos famosos “padrões”. Sentimentos que geram pensamentos de auto sabotagem, como a culpa, o medo, a incerteza, a minusvalia…entre tantos outros.

Eles ecoam na mente e esperam, à espreita, prontos para dar o bote quando tentamos fazer algo que nos engrandeça – ou melhor, que expresse nossa real riqueza.

PENSAMENTOS SÃO ENERGIA. SENTIMENTOS SÃO ENERGIA. Sejam eles interessantes ou não, são criações. Somos criadores por excelência, criamos o tempo todo, conscientes ou não.

É só sentir determinada coisa perante um acontecimento. Aí já vem a mente e classifica esta emoção. Se ela trouxe contentamento, passa despercebida – claro, o natural é ser feliz, então, sem alardes para isso. Mas se ela trouxe dor… 

…Um alerta geral é acionado. Um cartaz escrito “perigo” é colocado sobre a dor, e a mente, que se acha especialista em medos, começa a formar explicações, a fim de resolver o problema. E com sua lógica, inventa as lógicas mais malucas para defender todo o sistema (você) de uma nova dor.

E isso vai desde um “eu nunca mais amarei alguém” até o “claro, a culpa desta dor – minha e do doutro – é toda minha”.

Mais alguns?

“Eu nunca vou ser bem sucedido na vida”.

“Eu sempre vou machucar as pessoas” (com variações para “as pessoas sempre vão me machucar”).

“Sou assim – triste, rancoroso, infeliz – por causa da minha família”.

“Todos querem me usar”.

… e tantos outros, mas sempre caindo na questão da culpa. Ou é culpa sua – e aí você passa a vida sem direito a existir… Ou é dos outros, e você passa a vida sentindo mágoas, e o pior – preso, porque se os outros têm tanto poder sobre você…então você não consegue nem respirar sozinho! 

A culpa é uma ilusão. E também uma distração.

Porque enquanto você culpa o outro, não precisa olhar para si mesmo. Mas a responsabilidade sobre sua felicidade é sua! (E ainda bem, porque senão…aí sim a coisa ia ficar feia. Imagine sua felicidade longe das suas mãos!).

E mais – quem culpa o outro por estragar sua vida, vai automaticamente culpar-se por estragar a vida dos outros…

Mais uma distração. Agora você não é mais a vítima, mas é o réu. Portanto, ainda não saiu do drama.

Porque enquanto você se culpa por destrambelhar a vida alheia, não precisa viver a sua. Não precisa se olhar e ver que não está dando o seu melhor. Que não está sendo você mesmo. Porque, ao se olhar, é o que vai ver: Ninguém consegue culpar-se quando doa o seu melhor.

Hum, então encontramos outra culpa, não? Sentir-se culpado por não estar doando o seu melhor?

Mais uma distração. Enquanto puder se culpar por isso, não vai precisar fazer o que desde o começo quer fazer: SER VOCÊ MESMO.

Então, só existe uma saída: Sair do drama. Sem culpados, sem vítimas. Sem limitar sua vida colocando-a sob expectativas que envolvem as outras pessoas. Sendo você mesmo, com amor pelo que é, sabendo que o seu melhor é expandido e doado a cada dia, e que você não é uma fonte de felicidade para ninguém. Só para si mesmo. E os outros não são sua fonte de felicidade – são companheiros no compartilhar da vida. E respeitados, por alguém que se respeita; e amados, por alguém que se ama: você.

E a cada vez que o padrão da culpa rondar sua mente, tentando sobreviver em você, dê a ele o que ele merece: o merecido descanso. E respire-o, amorosamente para fora de você. Pois se um dia ele veio para trazer um aprendizado, hoje merece descansar – e se transformar em Luz. Então, que a cada respiração ele seja liberto – e que já transformado em gratidão, seja inspirado… e se torme matéria prima para suas novas criações.

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Liberdade

Liberdade. Sonho dos grandes, ao longo da história. Por séculos e milênios lutamos por terras, por um lar. Pela terra lutamos e matamos, pela terra nos separamos e nos unimos. Por um espaço conquistado em um grandioso planeta, a fim de nos sentirmos filhos em seu seio. A fim de deixarmos nosso sangue como atestado de filhos legítimos de um solo. A fim de o fazermos sagrado e assim podermos ser dignos dele.

E assim, estranhos se uniram – nações se fizeram. O amor que unia os seus era o desamor que separava cada povo, na mesma terra que a todos acolhia. O desejo de crescer foi focalizado pelo desejo de possuir. E o poder perdeu as asas da liberdade para o domínio. E na ânsia de ter um lar passamos a disputá-lo, inutilmente, ao longo das gerações. E irmãos se viram privando irmãos de desfrutar a vida, em busca de uma vida sem sentido.

E mais batalhas vieram. Pela astúcia, pela vaidade, pela fama, por posses… e mais uma vez a divisão. Por castas, por reinos, continentes… por classes, raças, por libertação de domínios… e por religiões. Separando em nome do Pai – Deus. Separando em nome da Mãe – a Terra.

Mas o amor – que une o que toca – começou a quebrar as divisões. Miscigenação. Integração entre fronteiras. Troca de valores comerciais trazendo trocas de culturas e vida entre os povos. E riquezas não-comercializáveis passaram a ser sonhos de conquista… Mais uma vez a busca de tirar do outro o que lhe falta. E disputas pela supremacia. E disputas pela melhor religião. E disputas entre os sexos. E disputas pela melhor cultura. E disputas, e disputas…

… E a luta continuou. Até que se tornou insustentável quando descobrimos que realmente amamos. Que amamos aqueles que se vão. Que amamos a vida quando é compartilhada. E a guerra passa a perder seu sentido. E aceitamos, relutantes, que há espaço e vida para todos sobre o seio da mesma Mãe. Que há luz para todos sob os olhos do mesmo Pai.

Então nos olhamos. E vemos que nossas diferenças nos tornaram cegos para a visão de nossas semelhanças. Buscamos, desde o início, um sonho que nos trouxe à guerra. O sonho da dignidade em pisar um solo sagrado e respirar a Luz.

E o sonho de liberdade finalmente se volta para sua verdadeira origem – dentro de nós. A batalha continua. A maior, e derradeira batalha… Silenciosa como a paz, gloriosa como um grito de vitória.

É o momento da maior de todas as batalhas – a da liberdade total. Dentro de cada coração, dentro de cada vida e cada Ser. A de aceitarmos as diferenças como riquezas, a de nos descobrirmos livres, por criações únicas que somos. A batalha sem derrotados, sem conquistadores sobre outros. A batalha pela reconquista de nós mesmos.

O sonho se torna uma semente. Viva e real. E a cada fio do passado de separação desfeito, a grande malha se esvai. As muralhas caem, e as asas se abrem para o vôo pelo reconhecimento de um lar que sempre esteve aqui. Para todos. Sendo diferentes. Sendo únicos e ricos. Sendo amados e abençoados.

E neste novo lar nos abraçaremos. E cantaremos nossas vitórias. E dançaremos nossa liberdade. Senhoras… Senhores… Aceitam esta contradança?

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